sábado, 4 de julho de 2009

linhazinha....

fiozinho de tempo e olhei pra cima.
Um nuvem com duas perninhas em "v".
Uma esperança etéria. Bem pequenininha...





Quem sabe me anteno aos grãos

E na mesa de cada dia abandono o pão

Quem sabe até deixo escapar um suspiro

Ou um sorriso de surpresa

No simples gesto de olhar para cima?

Meu passo seguinte é trocar esse olhar cansado

Por um mais animado, sem incômodos palitos

De fósforo nas minhas pálpebras apoiados?

Tenho pra mim em palpite que

Se tivesse dançado uma música apenas

Na última festa junina, teria visto cantar

Sussurrando em meus ouvidos, duas andorinhas.

Que melhor que prender passarinho

É vê-los cantar voando...

domingo, 17 de maio de 2009

Aqui são flores amarelas que trago.




Sinto desde há alguns meses uma paixão sem medidas por ti. E como esse amor ocupa meus pensamentos. Tudo tem agora um novo significado. É como se devolvesse valores perdidos... E é uma paixão, provavelmente. Embora esteja desenhando em mim um laço. Tão diferente do real, ao mesmo tempo tão presente. Isso tem data e nasceu na gentileza. Num aniversário. São todos teus, para mim, os dias do ano. Tenho os melhores pressentimentos desde então. Gosto do que vejo. Do que instintivamente vai se desenhando diante dos meus olhos... Quero te dar todos os presentes do mundo. Fazer surpresas boas. Seria completamente romântica e tola todas as horas do dia. Sinto vertígens ao ver a lua. Até o gosto por ter mais saúde. Cuidar da casa, do corpo, do espírito. É como se a minha alma, que conheci em ternura de infância, voltasse pra perto de mim. Me sinto no topo. E enquanto não compreendo o que te afasta tanto de mim, faço perguntas sem nenhuma ordem ou sentido, como: Me dá um cigarro... Mas aqui, são flores que trago.




terça-feira, 24 de março de 2009

a casa amarela que deu origem ao bairro


faqueiro em prata

contato: Kris Fournier 3341.3955

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Mais de 10 mil acessos!


Para não passar desapercebida
A presença de tantos amigos.
Aqui um abraço amarelo numa tarde azul.
Com a benção de Nossa Senhora das Sereias
Um brinde às boas idéias, mesmo que etérias
E eternas apenas na memória. Entre boas lembranças....

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sim.


A Casa Amarela volta apenas ao espaço cibernético. Breve estaremos anunciando um novo endereço, tipo rua, número, cep.


A preferência é de que seja nesse mesmo bairro encantador e vibrante. Enquanto isso, funcionaremos expondo os acervos de moda de Carol Monteiro, Carol Azevedo, Vérah Santos e as peças (móveis, cortinas, almofadas) de Andréa Costa e outras peças das instalações urbanas, aqui no blog.


Os saraus e luais agendados para 9 de fevereiro (2a. feira) e 13 (sexta-feira), ficam suspensos, por enquanto. Até passar o Reinado de Momo. Anunciaremos encontros em lugares alternativos. Aqui no yellowhousenews. Lugar onde só cabe muito Amor, alegrias, encontros incríveis e lembranças maravilhosas.
Abraço afetuoso
Tod@s d'A Casa Amarela

Prezad@s!


Estaremos funcionando agora no espaço virtual. Convido tod@s os expositores para tirarem fotos de suas peças, a partir das 16 horas desta sexta-feira, 23 de janeiro de 2009.


Abraço carinhoso e grato!

Geórgia Alves & Verônica Fernandes

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Astral? Lual!


"desenho" by Aline Andrade (Mandalas!)


Platéia atenta e a famosa caixa de livros...


Jessé Violino!


Bar d'a Casa Amarela

Preços:

Taça Vinho (Cabernet ou Shiraz) R$: 3,00
Johnnie Walker R$: 3,00
Teacher's R$ 2,00
Cerveja (lata) R$ 2,00
Refri (idem) R$: 2,00
"Mistura fina" (cachaça, canela, açúcar e pimenta do reino) R$: 2,00
Café "Preto e Forte" R$: 1,00
Truffas (coco, morango, bem casado) R$: 1,50

Biano e Tommy

Também no Acordeon!


Índia!


Thiago Fournier e a Índia Mãe da Lua tocam para um curioso João Luís.


presença terna e de entusiasmo no Brexó:

Lina e João

Rede Azul n'A Casa Amarela


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Flores! por Flávio Mamoha


vontade de escrever!

Caros Amigos,

Hoje! deu vontade de escrever. E justo porque foi tão divertido ter tantas fotos para postar. Graças a tod@s e a Natália Pinho, que além de bela e generosa, tem um olha incomum. Estou tão grata que o mundo - aí com suas guerras e injustiças - amanheceu soprando vento bom.

Em geral, são passarinhos, ou um beija-flor atrevido que faz toc-toc à janela, que me despertam. Dessa vez foi a sintonia fina de uma música rara que trouxe até aqui.

Romeu do alto de pouco mais de meia dúzia de anos, sentenciou a única ausência da noite.

"Por que não tem telescópio? Luneta? Qualquer coisa para gente olhar mais de perto as estrelas?"

Boa pergunta, Romeu. Talvez porque entendi que elas estavam todas ali. Não por isso! Vamos providenciar, Romeu!

Afinal, depois que tua criadora, Aline Andrade, fez de nós o melhor desenho, tudo tornou-se possível.

E porque, como diria o outro Romeu: "é triste a dor de partir e eu te direi boa noite até que seja dia" ou seria "Boa noite, boa noite, boa noite! A despedida é dor tão doce que ficarei aqui te dizendo boa noite até que seja dia". Ou ainda"Estou ouvindo algo! Será o roxinol, o arauto da manhã, ou a cotovia? Rouxinol ou cotovia, o certo é que vem amanhecendo o dia!"
Fico com a certeza de que chegou o arauto da manhã.

E embora sempre me permita dizer, anuncio mais uma vez. Ali esteve a manhã da criação.

Esteve um entendimento de diferentes culturas e línguas mais repertórios musicias. Estava Biano nascido carioca, hoje morador de Berlim, Alemanha, e o vizinho Tommy. Numa perfeita sintonia com a índia Mãe da Lua. Thiago e Flávio e Jessé e o violino. E você seu Romeu, com sua fome de aprender. Teve Luciano Brayner de um sertão tão e teve mais. Houve poetas como Eunápio e Domingos. Recitadores e vozes femininas. Até uma Sereia!

'Inda quero dizer de texto que, não tão dirigido, saiu no começo. Há de notar mesmo - sem lentes de auxílio - uma presença. Kris Fournier. Nossa guru. E outras palestras estão por vir. Como mais raridades: talheres de prata e móveis antigos de Andréa Costa.

Outro "click", assim com palavras, na rede: www.interpoetica.com/ por inspiração!

Um caminho reto para olhar o céu, a lua, as estrelas lá longe. Um jeito de recontar a história e o olhar para o alto. Pedrinhas coloridas que vão mudando de lugar e somando, somando, somando. Gerando novas formas. Mandalas simples, fazendo-as girar.

Gira mundo, vira de ponta cabeça. Muda tudo. Tudo novo de novo. Ano novo porque já é outro. E eu sou quem ainda não fui. Não mudo-me. Modifico. Transformo o que sinto em movimento e vejo cores. Sons que ganham forma e tons. Tudo é bom.

Nossa Senhora Azul lá do alto. Do morro onde renasço, olha com carinho e afeição para os piedosos e impiedosos. Os necessitados e os abastados. Olha com tanta ternura que seu olhar consola. É desse amor que falo. Que espalho. Que levo como uma marca de quem aportou por aqui ouvindo o barulho de ondas do mar. Vejo conchinhas por toda parte. E a minha parte é caminhar por espaços em branco. Nada é tão fluido quanto água,

De areia e barro também se faz a vida.

E aquelas pedrinhas coloridas vão girando em direção ao centro do mundo e para o outro lado do mundo. Leve. Leve estou leve sou leve vou. Leve-me! Sou construção nova a cada instante que viro e olho. Um simples olhar, já pude aqui mencionar, me comove e absorve com uma determinação de vento.

Às vezes sopra com tanta suavidade que ouço tilintares. Outras vezes é de uma intensidade tão particular que me tira do lugar e me vira do avesso. Agora estou indo. Direito. Meu direito. Sonho reto em direção ao alto por esse observatório colorido. Esse caleidoscópio. Imagens tantas que saem loas:

Assino muito agradecida.

Caros Amigos: Rodrigo, Natália Pinho (autora das fotos!), Vérah Santos e Ely